Annie Piagetti Müller

A nova casa virtual da Thalita Rebouças

julho15

Tive não apenas a oportunidade de conhecer, mas agora também de trabalhar com a queridíssima dos teens Thalita Rebouças, “a escritora mais animada do Brasil”, como é o slogan – mais fiel impossível – da grande Thalita.

Conheci a Thalita em 2005, quando eu publicava A Turma do Meet e ela já contabilizava cerca de 60 mil livros vendidos. Hoje, a autora e apresentadora da Rede Globo tem mais de 500 mil exemplares entre os 10 livros publicados no Brasil e 5 em Portugal. O encontro foi na Saraiva do NY, no Rio: Thalita conversava com adolescentes que perambulavam ansiosos pelas estantes da livraria. Falava, sorria, distribuía autógrafos para novos leitores e encantava-os com seu jeito feliz de ser. Eu, meus 19 anos e o mesmo encanto por ela! Havia 1 mês eu lançara meu primeiro livro e aquele encontro seria o primeiro de muitos momentos de inspiração literária.

Bem, passaram-se 5 anos e cá estou publicando sobre um novo contato, agora também de business, com a querida Thalita Rebouças. A Thalita, jornalista, eu, publicitária. Ela, precisando de um site, eu louca para criar. Resumo da ópera: desenvolvi, junto ao pessoal da agência, o novo site da Thalita Rebouças. Vejam o case resumido abaixo, agora sem firulas emocionais.

A CASA VIRTUAL DA RAINHA TEEN (se a Rainha dos Baixinhos foi a Xuxa, com certeza a Rainha dos Altinhos é a Thalita!).

* O problema: criação de um novo site, mais bonito, mais bacana, atualizado às linguagens digitais de hoje. Mas (e sempre tem um Mas que é o gerador do problema de comunicação), Thalita tinha muito receio de perder o conteúdo em prol da beleza (desejava um e outro, não apenas um ou outro).

* O processo: nada mais original do que começar o processo de web fazendo uso das últimas ferramentas dela mesma, a web: via DM do twitter, Thalita e seu superempresário e supermaridão Cao acreditaram “nimim” e fecharam o projeto do site!

* A solução: um site desenhado arquitetônicamente (uau!) a fim de privilegiar o conteúdo, mas (oba, um Mas de solução!) agregando design e usabilidade, justamente as carências do site antigo.

VEJAM COMO FICOU:

A Home do site apresenta, em primeiro plano, quem a Thalita é e o que faz (as capas dos livros, portanto, logo no topo da página). Palavras do Cao, que tem toda razão: primeiro, ela. É preciso mostrar as tantas coisas que a Thalita faz (e se faz! Não fosse a web faltaria espaço…). E a dupla queria quase todo ele (o conteúdo) na capa. O desafio foi definir qual conteúdo ficaria aberto, logo na Home e qual seria apenas acessado via menu. O menu na esquerda, portanto, é o link direto que facilita o encontro das informações.

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FOTINHOS!!

Se eu arriscasse usar uma comparação do marketing, diria que a Thalita se importa tanto com seus leitores quanto uma marca inteligente deveria se importar com os seus consumidores. Por isso, uma imensa galeria de fotos, espaço para comments e envio de mensagens são alguns aspectos que aumentam a interação com o público leitor (sem falar que a Thalita tem blog, twitter, canal no youtube, facebook…).

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INTEGRAÇÃO DE PLATAFORMAS

A Thalita tem blog, tem twitter, tem canal no youtube, tem isso mais aquilo. Integrar é quase aliviar o sufoco de quem recebe mensagens por tantas mídias o tempo todo. Abaixo, os ícones criados para linkar o site às diversas plataformas do mundo digital.

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LOCAL X GLOBAL

E não é porque a internet é acessada pelos quatro cantos do mundo que sua linguagem precisa ser única. Os 5 títulos portugueses da Thalita provam que uma boa escrita não tem limites, ao exemplo do “Fala, sério!” que virou “Que, cena!” e da campanha social “Ler é Bacana” que se transformou em “Ler é Fixe”. A pedido do Cao e da Thalita, criamos uma página específica para os fãs de língua portuguesa.

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CONTINUA CURIOSO?

Que bom, sinal que deu certo! E deu mesmo: segundo contabilidade da própria Thalita, no primeiro minuto que a autora lançou o site pelo twitter, recebeu mais de 100 comentários aprovando a nova casa virtual. Eu, claro, sou só alegrias! Convencer a maior escritora teen do Brasil a me dar essa oportunidade? Fala, sério, Thalita, foi uma oportunidade bacana demais :)

Divirtam-se: http://www.thalita.com

Um beijo com a promessa de voltar mais seguido,

Annie

Um adolescente verde

junho19

O Yázigi, rede de idiomas onde estudei inglês a vida toda (e que hoje tornou-se meu apoiador cultural), me convidou para escrever algumas palavras em prol da sustentabilidade. É um projeto desafiante: incentivar os adolescentes para a conscientização ambiental. Em poucos caracteres, contei sobre um dos livros que marcou a minha vida e o quanto ele fala de responsabilidade ecológica de forma puramente emocional (e não é bem mais fácil falar de assuntos sérios munido de emoção?). Aí vai:

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Um beijo (verde, claro)

Annie

6 pontos sobre nós, os Ys

maio22

Recente pesquisa realizada em SP com jovens da geração Y (nascidos pós-80), mostra o que já sabemos: somos (eu me incluo) irriquietos e apressados. O que achei de interessante dentro do assunto, são os 6 pontos fundamentais que uma autora norte-americana colocou sobre nós, a polêmica geração (Rebecca Ryan, no livro Millenial Leaders – ed. Morgan-James, 2008:

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- Voz: a geração Y quer ser ouvida, quer que sua opinião seja respeitada. A pesquisa aponta que 84,9% dos jovens acredita que o poder na empresa deve ser coletivo e 84,3% busca um ambiente de trabalho justo, no qual suas idéias e opiniões sejam ouvidas. Porém, apenas 65,3% considera que a empresa os ouve.

- Participação: Querem fazer parte de algo que tenha significado, algo que tenha impacto sobre a empresa, as pessoas, o ambiente e a sociedade. A pesquisa aponta que 79,7% dos jovens se considera idealista e sonha com um mundo mais justo e 69,5% se consideram engajados em questões sociais.

- Significado: Os jovens Y se importam com mais coisas do que somente o resultado financeiro da companhia. Querem que a empresa seja responsável socialmente e ambientalmente. No grupo pesquisado, 80,6% dos jovens quer fazer parte de uma empresa preocupada com a sociedade e o ambiente.

- Equilíbrio entre vida Pessoal e Profissional: Se dedicam a empresa, mas querem manter a qualidade de vida. Mais uma vez a pesquisa confirma as afirmações da autora: 82,5% dos respondentes aponta que manter um equilíbrio entre meu trabalho e minha vida pessoal é muito importante. Contudo, 55,6% aponta que se sente estressado no trabalho.

- Desenvolvimento pessoal: Estão abertos a aprender as ferramentas, tecnologias e competências necessárias para executar seu trabalho atual e para crescer pessoal e profissional: 86,8% acredita no futuro profissional e no seu papel na construção da carreira; 82,8% acha que lida bem com as mudanças; 86,8% deseja aprender continuamente. Porém, apenas 24,5% acredita que recebe da empresa a quantidade de treinamento necessária para o seu crescimento profissional

- Reconhecimento: gerentes não podem se esquecer que liderar envolve a constante motivação das suas equipes. Neste ponto, a situação se complica: apesar de 78,5% dos respondentes considerar que ser reconhecido pelos seus méritos é fundamental para a motivação, e 67,7% acreditar que as recompensas financeiras e promoções devem estar relacionadas à competência e não ao tempo de casa, apenas 26,7% sentem que seu trabalho é devidamente reconhecido pelos seus superiores imediatos.

Pra ver mais:

http://www.administradores.com.br/informe-se/artigos/como-motivar-a-geracao-y/44724/

É isso aí. Keep running, Ys.

Annie.

Youthtopia by MTV

abril21

A MTV fez uma pesquisa interessante sobre os NOVOS DESEJOS do jovem hoje. E resumiu a pesquisa em 10 mandamentos. O discurso tem um ponto de vista saudável e pouco rebelde, diferente da característica que formou gerações anteriores. É fato: o mainstream, agora, é ser do bem. A galera parece estar mais para os hippies Paz&Amor do que para o quebra-tudo Rock”n”Roll. Até quando?

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Acesse a apresentação na íntegra clicando aqui (não espere muito, são apenas 6 slides. Sim, eu também me decepcionei. Queria mais, bem mais).

Redes sociais teens: vale a pena?

março20

Há algum tempo me pediram para escrever sobre redes sociais para adolescentes. A sugestão foi da @schiesse, pelo Twitter, claro. Aqui vou eu, discorrer sobre o que parece simples, mas não é: redes sociais de caráter um tanto quanto “comercial” mesmo se tratando de produtos editoriais. Melhor: empresariais. Afinal, o que era comercial já não é mais, quando está mais relacionado ao editorial, ao conteúdo, do que à empresa. Um breve exemplo: quando um anúncio ou um site apresentam um conteúdo mais bacana do que o próprio produto que vendem; não é mais apenas o marketing complementando a marca, o jornalismo também.

Qual é a relevância das redes sociais de marcas quando existem tantas redes como as representadas na figura abaixo?  Ah, sim, e o Orkut (que não está incluindo na listagem global que tirei do Google Images).

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Para analisar a questão da relevância das redes sociais focadas nos adolescentes, inicio com um resumo do que existe no mercado da “socialização virtual”. Incluo na enxuta lista apenas as redes de relacionamento mais bacanas e muito bem desenvolvidas, que funcionam com o mesmo intuito da rede social propriamente dita: incluir, interagir, integrar. Ouso dividir essa análise em duas, as redes de relacionamento Editoriais e as Comerciais.

1. REDES SOCIAIS EDITORIAIS?

Começo analisando 3 redes sociais que são produto de conteúdos totalmente editoriais (República Capricho, iCarly e Espin).

República Capricho

Essa é fácil. A revista preferida das adolescentes classe A/B brasileiras tem um site pra lá de original. Mais do que um site, a República Capricho é uma rede com direitos básicos, como virar um avatar e conhecer pessoas, e com direitos um tanto vips, como o acesso aos diversos espaços de uma verdadeira república teen. E tudo muuuito cool. Uma rede social cool e completa em todas as suas seções: das dicas de maquiagem ao raking dos melhores sites (ambos editados tanto pelas jornalistas quanto pelas moradoras da República).

Ao acessar o quarto, por exemplo, você encontra um mural para o desabafo das garotas. Que todos adolescentes adoram desabafar já sabemos. Agora, existe um lugarzinho virtual para eles preencherem o que AMAM e ODEIAM dessa vida tão desafiante, sim (por sinal, acabei de ter uma ideia para um novo post sobre a palavra “desafiante” que, ao meu ver, é a melhor descrição para a fase da adolescência). Fala sério, desafiante é a palavra perfeita! (como diriam os meus leitores). Perfeita pois é o equilíbrio entre a vida que os teens afirmam ser difícil e os pais alegam ser fácil (”o seu único dever é estudar, meu filho”). Muitos esquecem-se de que existem os deveres implícitos e emocionais da época mais – volto a dizer – desafiante de todas.

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A página mais cômica do portal da Capricho é a do banheiro, que serve como espaço para as moradoras da República contarem sobre os seus sonhos. Por um momento achei engraçado, noutro concluí ser muito apropriado. Dos meus encontros nas escolas descobri que o segundo lugar onde os teens passam mais tempo é, justamente, o banheiro. Lá eles sentem-se “livres para rir e principalmente chorar”. Nada como o banheiro para deixar qualquer sonho invadir a nossa mente (seja tomando banho ou… bem, como quiser).

Como diversos hotsites e redes sociais de marcas que se tornam network on-line, o portal da Capricho tem duplo endereço, sendo acessado através do site e direto pela URL da República. Não faltam caminhos para levar as garotas à diversão.

http://republica.capricho.abril.com.br/

http://capricho.abril.com.br/home/

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iCarly

O iCarly é uma novidade não tão nova que ganhou as páginas da Veja no final do ano. É ambos um programa de televisão e um blog-quase-rede-social, pois os leitores acessam, participam, mas não criam perfis mais complexos (a assinatura da participação consiste apenas no nome/email/site do participante, nada de outras firulas). A proposta do iCarly é ser um YouTube feito para os tweens (pré-adolescentes, 11-13) e produzidos pelos mesmos. Através dos chamados WebShows, os leitores são convidados a criarem vídeos curiosos ou criativos (sobre qualquer tema) e publicarem on-line. Apenas os mais bacaninhas são publicados no site para serem compartilhados por todos. Torna-se uma competição saudável por se tratar de uma produção de conteúdo ingênua, típica da faixa etária, mas que motiva a criação pessoal.

Entenda o que estou falando (e como é a ideia de criar um WebShow):

http://icarly.uol.com.br/iVideo/index.html#vid5813

Bem, mas é bastante complicado falarmos de projetos virtuais que são adaptados para a nossa realidade e continuam muito mais americanizados do Norte do que do Sul. Posso afirmar que o iCarly é sucesso, sim: entrevistei uma amostra de 12 tweens durante um grupo focal em outubro passado e todas curtiram o programa que é transmitido na Nickelodeon. A pequena amostra provou que na tevê o programa conquistou a audiência das garotas e garotos. É o hit do público tween. No entanto, o que acontece com o hotsite é bem diferente do que a realidade do mesmo nos Estados Unidos. No site americano, o iCarly na internet é superacessado e arrisco contabilizar 5X mais do que o iCarly na versão brasileira. O número de posts quintuplica e a participação com o envio de vídeos idem.

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Por enquanto o iCarly on-line me parece uma extensão do conteúdo televisivo e não o mantenedor de audiência. É consequencia e não causa, como acontece nos EUA. Confira o hotsite e veja se algum insight pode sair de lá para criar um mais inteligente que o deles:

http://icarly.uol.com.br/


Espin.com

Conheço pouco da rede de relacionamento chamada Espin. Mas o que vi on-line já é o suficiente para escrever breves linhas. Um orkut só de adolescentes. Como eles monitoram a faixa etária para garantirem a entrada unicamente de jovens? Bem, não vem ao caso, a internet é aberta a todos, e a identificação é a chave de entrada (todos podem entrar, mas permanece quem faz parte, ou é excluído – me parece que o mesmo acontece na vida off-line, não é mesmo?). Apesar da faixa etária a qual eles se propõe (você pode preencher a idade de 16-35 anos), o Espin tem um slogan bem mais teen do que o número que apresenta. Um slogan simples e que diz tudo “Teen chat, quizzes, good times”. Não tem versão em português, mas pelo número de acessos é um tanto popular nos Estados Unidos (os teens de lá parecem muito mais conectados do que os nossos, pois participam de tudo e com frequencia muito maior!). Vale conferir o site:

http://www.espin.com/

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2. REDES SOCIAIS COMERCIAIS?

Dentre as redes de relacionamento marketing oriented (ou seja, que partem de um produto não-editorial), tem duas que destaco agora.
O Rexona Teens e o Intimus iTeen.

Rexona Teen

Mais focado para os teens do que para os tweens, essa rede posiciona-se como “O lifestream mais divertido da internet”. Eu, no entanto, vejo pouco do formato rede social e mais de um blog (com nome refinado). Até comparo com o formato do iCarly: alguns blogueiros postando conteúdo e poucos leitores editando-os também. O interessante do Rexona Teens é que ele elege um determinado número de Protagonistas (as blogueiras) da temporada, que editam o conteúdo em diversos canais (no hotsite, no YouTube, Flickr, Orkut e Twitter). Essas Protagonistas mudam a toda hora (como as conselheiras do clube da Capricho). Além do aspecto volátil do site, que permite diferentes meninas se tornarem editoras, o conteúdo editorial é bem cult. É um site fashion e, para falar com os teens (mais do que com os tweens) é imprescindível ser cult, ainda mais do que cool. Tem que lançar tendência e ser “hypado”, entendeu? (se não, repare na foto abaixo, extraídas de uma matéria do site):

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Ah, vale destacar a importância de fugir da temática do produto em si (no caso, desodorantes) e buscar assuntos pertinentes. Parece óbvio que no mínimo uma rede social (ou seus formatos simplificados como blogs e hotsites) devam ter conteúdo relevante. Mas o que se vê por aí é um conteúdo limitado e pouco criativo. É necessário expandir as informações: a tal extensão de linha, que no marketing do Kotler não funciona muito bem na gôndola de supermercado, na internet é fundamental.

http://www.rexonateens.com.br/site/home/

iTeen

Aqui, a chamada do hotsite (se fosse um jornal, eu diria manchete), é um tanto ousada: “Seja bem-vinda ao maravilhoso mundo da menstrução”. Até me pareceu bizarro, mas depois o tom divertido do hotsite conquista (um pouco e talvez apenas porque passei da fase em que tudo acontece pela primeira vez). Não é uma rede social propriamente dita, mas um blog. O legal é a oportunidade das meninas cadastrarem os seus blogs e formarem, então, o início de uma rede. Tem concurso (fórmula que sempre atrai) e  diversas explicações sobre a tal da palavrinha que começa com M (M de menstruação e de maldita). A forma está redondinha: layout superbonito, diagramação inteligente, bem melhor do que a do Rexona (onde é mais fácil nos perdermos). Mas penso que o site peca pelo conteúdo: muito mais relacionado ao produto do que ao universo teen. Se a prioridade é venda e comercial, beleza. Para isso, no entanto, eu dispensaria o formato blog. Se é estreitar o relacionamento com os consumidores, falta incluir bastante coisa ali.

http://www.intimus.com.br/iteen/#/home

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(Detalhe no texto da imagem acima: eles realmente falam no Maravilhoso Mundo da Menstruação)

É ISSO AÍ

Na discussão de como usar as redes sociais a definição do público-alvo parece-me ser o primeiro passo. E é claro que o público adolescente é o mais sujeito a participar delas, afinal eles ainda têm tempo livre maior (cada vez menor), são multifunção (podem abrir 5 redes sociais e falar com 10 amigos por rede, ao mesmo tempo) e, o principal, buscam incessantemente a socialização.

Ainda assim, apesar dos aspectos prós, a rede social “comercial” propriamente dita é uma faca de dois gumes, para ser coloquialmente brasileira. Vejam só:

1. Ou as marcas propõem-se a arrasar e desenvolver uma rede social com atualização de conteúdo diário e constante (lembrando que esse conteúdo deve ser relevante e, até certo ponto, original)

2. Ou as marcas investem num site (que tem suas funções bem claras) e não se arriscam com blogs intermináveis e abandonados (que transmitem o efeito contrário quando você clica neles e vê o número zero postado na seção comentários).

A primeira imagem desse post mostrou um número resumido de redes sociais. Mesmo assim, já são inúmeras: por que os adolescentes vão buscar ainda mais?

Essa é uma pergunta cruel e que gera muitas outras. Antes de investir num supersite, portanto, é legal buscar argumentos capazes de respondê-la.

PRA TERMINAR, UMA NOVIDADE

Ufa! Demorei para postar aqui novamente, mas agora que o fiz, escrevi demais (vício de escritora de livro de papel). Nas próximas vou criar textos em forma de pílula, ou fico muito tempo sem aparecer. E, agora que quero vender minhas ideias, preciso aparecer mais, claro. É isso mesmo: estou lançando o Dossiê JJ. Uma copilação de conteúdo que soma minha análise exploratória (observação em campo do comportamento jovem durante meus inúmeros momentos de contato com eles) e uma análise quantitativa (através do questionário virtual que os jovens vão responder durante minhas palestras nas escolas, feiras e livrarias). Já comprei o netbook, agora é passá-lo de mão em mão para os meus queridos – e divertidos – ouvintes teens.


A vez dos nerds

janeiro7

Felizmente, no mundo de hoje (e que 2010 confirme este post!), os adolescentes nerds têm vez.

OK, o conceito de nerd pode ser discutível. Mas, vamos nos basear naquele sugerido pela Wikipédia: uma pessoa que exerce intensas atividades intelectuais, que são consideradas inadequadas para a sua idade, em detrimento de outras atividades mais populares.

Pois bem. Nerds são nerds. São aqueles adolescentes que lêem demais enquanto os outros fazem festa. Aqueles que usam a camiseta pólo da escola até na educação física, enquanto os outros usam regata. Aqueles que são menos orkut e mais gamesmenos flash e mais programação.

Tem uma parte da descrição da Wikipedia que aborda o nerd enquanto uma pessoa que tenha dificuldades de integração social e seja atrapalhada, mas que nutre grande fascínio por conhecimento ou tecnologia.

A tecnologia! Aí está o X, Y, Z, Ctrl C, Ctrl V da questão (como poderia escrever um nerd). A tecnologia sempre norteou o conceito de nerd, a exemplo da frase que conclui o conceito pela Wikipédia: O termo Nerd é normalmente dirigido a pessoas que utilizam o computador para executar ações que são consideradas avançadas por pessoas que não entendem o que foi feito, mesmo que seja um conhecimento básico e fácil.

Das considerações acima aparece a clara relação entre nerds & tecnologia. E a popularização dos nerds (que é o propósito deste texto) tem tudo a ver com… tchamram, tecnologia! Pensemos: qual foi a questão mais importante na mudança da cultura tecnológica, relacionada ao consumo de tecnologia dos últimos anos? A sua distribuição! A distribuição dos aparelhos foi ampliada, e, com isso, hoje a tecnologia está em todos os canais e pontos-de-venda. É acesso de (quase) todos.

A partir disso, a seguinte fórmula é fácil de entender: maior distribuição das tecnologias > aumento da popularidade sobre as mesmas > consumo de massa > produto pop > objeto de desejo por todos.

E os nerds, os primeiros e fiéis amigos dos apetrechos tecnológicos, tornam-se mais populares por, simplesmente, entender desse produto que se torna tão popular. Eles, que eram os excluídos, viram os salva-vidas das aulas de informática, os conselheiros digitais da turma: Fulano, meu computador parou, Fulano pode me ajudar aqui? Por sinal, os nerds, que eram um Fulano qualquer, ganham nome. Tornam-se até amigos dos populares! Bem, amigos, não, mas conhecidos. E isso é o que concluo a partir das experiências nos colégios que visito. Quando falo com os adolescente, quando ouço os adolescentes: nerds e patricinhas, nerds e punks, nerds e outros: existe mais mistura e menos exclusão, menos homogeneidade e mais aceitação.

Os nerds tornaram-se, especialmente nos últimos 5 anos (reflexo também dos últimos 10 anos de avanços tecnológicos), referência positiva, não apenas negativa. E, ao invés de receberem as zombarias gerais, eles também zombam. Ao invés de continuarem mudos, eles têm voz. E, o mais importante, perante aos colegas e aos professores: ao invés de serem esquecidos num canto, viram os exemplos do grupo.

E, pra terminar: se a vez dos nerds já chegou, e a tecnologia não para de evoluir, poderíamos prever, ainda pelo olhar sociológico, que os nerds só vão ficar mais e mais populares. E talvez o título deste post esteja errado. Não é a vez dos nerds. É vez sem volta.

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Sobre as garotas brasileiras

dezembro1

Recebi o Caderno Capricho no meu e-mail: uma pesquisa quantitativa realizada através do site da Capricho, com 1064 garotas classe A/B, sendo 80% entre 13 a 19 anos. Enquanto quantitativa já percebemos aí o seu nível informativo básico (tanto que a maioria das informações já são conhecidas). Ainda assim, sempre é um refresh de ideias e conceitos.

Aproveito as informações coletadas pelo Núcleo Jovem Editora Abril e faço as minhas considerações a partir de alguns tópicos mais curiosos. Afinal, o valor maior de qualquer pesquisa é a análise que fazemos dela. Vamos lá.

Internet

As garotas com mais de 13 anos já estão no twitter? Acredito que este número seja maior entre as 16+. Mesmo assim, mostra que o público teen já se faz presente no microblog. Isso me lembra quando entrei no Orkut (eu tinha 18 anos) e meu irmão, de 13, achou aquilo ridículo. Foi só a rede bombar que ele entrou. Fato que lança uma reflexão ambígua: os adolescentes são tanto lançadores de tendências quanto bons seguidores (para as meninas, vale chamá-las de copiadoras, maria-vai-com-as-outras mesmo). Dado confirmado pelo Caderno Capricho que mostra a influência de todo mundo (e do mundo todo) na vida das meninas.

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A opinião dos outros

As garotas compram em conjunto (e complemento: assim como vão ao banheiro juntas, não sabem ir sozinhas). Indo mais além das respostas da pesquisa, podemos entender o ato de compra enquanto um processo de socialização, mais do que em qualquer outra idade. Depois, tem vezes que até achamos chato ir às compras (leia-se o Natal que se aproxima). Bem, o que interessa, aqui, pros marketeiros, é o potencial de tornar o momento da compra a tal chamada “experiência”. Estamos proporcionando momentos que transcendem o comercial? Só assim pra seduzir essas garotas.

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O valor da imagem

A Capricho aponta para o valor da aparência. Eu já chamo isso de poder. Nas palestras para o jovem, sempre pergunto: o que é poder para você? A primeira resposta, dinheiro. A segunda, beleza. “Se não termos dinheiro sendo bonitos nós conseguimos”. Bem, tudo isso para eu parafrasear Jean-Paul Sartre que diz “Ler é Poder”. É claro que caio da cadeira. Mas, enfim: o poder da beleza também é apontado pela pesquisa Dossiê Universo Jovem MTV, que mostrou ser a vaidade a preocupação número 1. dos jovens de hoje. Por isso que resumo: elas são as novas pin-ups (explico melhor o conceito num próximo post).

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Ídolos

As garotas de hoje idolatram mais? Será? Bem, em mais intensidade com certeza. E mais rápido. São as relações líquidas inclusive ao nível platônico e virtual. Complementando o tópico “ídolos”, adiciono uma pesquisa que fiz com base no sucesso absurdo em termos de tempo, volume e visibilidade: o case Harry Potter. E como um ídolo pode ultrapassar gerações como o Harry Potter Conseguiu? Acontecerá o mesmo com Crepúsculo? Bem, High School Musical, Jonas Brothers e tantos outros já baixaram a poeira. Aqui, abre-se uma nova discussão: como um ídolo se torna uma marca? A sua marca causa idolatria (como Apple e  Converse fazem, por exemplo?). Pensemos juntos e deixamos esta pra próxima.

Tabus

Segunda a pesquisa, garotas que vivem em grandes centros não têm mais tantos tabus e enxergam o “selinho na amiga” uma demonstração de carinho. Cuidado lá, não podemos partir disso pra criar um anúncio página com o selinho entre duas best friends forever. Mesmo enquanto centro culturais, metrópoles e capitais não significam comportamento em massa. Sim, em São Paulo existem as moderninhas. Assim como numa cidade pequena, nas suas devidas proporções. Mas, também em São Paulo, existem centenas, milhares de garotas ainda românticas, tradicionais, aquela coisa e tal.

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Mais uma pesquisa pra nos fazer pensar. Dela, tirar insights. Ler e calar não satisfaz. Nem gera resultado. É preciso analisar criticamente. Ou corremos grande risco de colocar os pés pelas mãos!

Até,

Annie


Os adolescentes estão em pauta

novembro15

Os adolescentes estão, inclusive, na pauta dos veículos mais reconhecidos do mundo. Foi isso que vi durante visita ao National Portrait Gallery, em Londres. Fui acompanhar a exibição do Taylor Wessing Prize, que premia os novos talentos fotográficos da Europa.

É claro que visitei o National Portrait Gallery enquanto turista, curiosa, sem nenhuma intenção de ver/pesquisar o comportamento adolescente. E a minha surpresa: das 3 fotos vencedoras, duas abordavam a temática ADOLESCÊNCIA.

Os adolescentes estão em pauta. Melhor, estão no topo da agenda. É só atentarmos para os dados abaixo:

* Harry Potter é a marca com maior número de comunidades vituais criadas espontaneamente

* O Teen Choice Awards é a premiação que não define apenas o comportamento teen, mas tendências mundiais de comportamento (entre moda, música, cinema)

* Dos 10 livros mais vendidos, 6 títulos são  direcionados aos jovens (segundo a lista dos + vendidos da última semana)

E, o mais inquietante, é o tal do prêmio inglês. Afinal, me parece um tanto incomum ver os jovens invadirem o National Portrait Gallery, uma das galeriais mais renomadas do mundo. E invadirem sem fazer bagunça, sem atravessar pulando as salas do museu, com centenas de outros colegas ansiosos. Eles invadiram as paredes mesmo.

Globalization of Intimacy

Na foto que tirou o segundo lugar, a fotógrafa exprime o conceito de Globalização da Intimidade. E o adolescente é, por si só, o melhor exemplo do conceito. Na imagem as duas garotas estão no local mais íntimo do mundo, o quarto, enquanto, por outro lado, dividem-se em seus lap tops e iPods. Intimidade conectada. Ou seria intimidade cortada?

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A questão do mal-humor

Já na imagem abaixo, o autor alegou ter inspirado-se na filha e sua turma de amigas. As seguidas idas ao Mc’Donalds o motivaram a fotografar um típico momento em que elas estão, segundo o fotógrafo, “reunidas fisicamente, mas perdidas em seus próprios pensamentos”. Próximas e distantes. De fato, típico dos teens.

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Hormônios versus neurônios

Pegando o gancho da foto acima, é normal falarmos nos adolescentes e tão logo associarmos ao seu mal-humor . Geralmente credita-se tal mudança brusca de gostos, ideias e paixões aos hormônios em ebulição.

Uma hora ele beija a mãe, noutra vira a cara. Uma hora gosta, noutra desgosta. Enfim, é isso aí, não fosse um detalhe enorme e errôneo: não são os hormônios que provovam tais mudanças na galera, mas os neurônios.

O cérebro, a partir dos 11 anos, entra num novo processo de mudanças neuroniais, equivalente ao que acontece nas crianças com cerca de 5 anos de idade (bem, vou poupar os detalhes para não trocar informações). Dados detalhados de como tudo isso acontece podem ser encontrados no livro Como Entender a Cabeça dos Adolescentes, da neurologista norte-americana Barbara Strauch.

O que nos interessa, aqui, é entender que o mal-humor não vai ser extinguido. Ao contrário, ele deve ser interpretado, aceito, trabalhado enquanto um fator inerente à adolescência. Como parte do processo de comunicação com o adolescente. E, assim, entendendo-o e respeitando-o, fica mais fácil de falar o que eles desejam ouvir.

Até a próxima!

Annie

PS.: para acompanhar o prêmio Taylor Wessing Prize, que sempre revela novos grandes artistas:

2008:

http://www.npg.org.uk:8080/photoprize/site/exhibition_exhibitors.php

2009:

http://www.npg.org.uk:8080/photoprize/site09/index2.php

Case de web marketing via API do Google Maps

novembro12

No mundo digital, inventar com relevância é possível. E, como consequencia, comunicar com relevância para o jovem do mundo digital também é. E foi através de uma verdadeira Caça ao Tesouro digital que descobri, na prática, como fazer isso (depois de algum tempo de ideias suadas e de storms with no brain).

Participei da criação de uma inovadora ação de web marketing criada pela agência gaúcha Pro-Target, que escondeu 100 calçados em forma de vídeo dentro do Google Maps. Os vídeos foram  espalhados em diversos pontos turísticos do Brasil. Através de um quiz, os participantes buscavam o destino secreto do vídeo e, assim, tiravam a sorte no encontro do Calçado Mississipi premiado.

Resumão sobre o resultado da promoção: durante as 4 horas de duração da promoção, o hotsite recebeu o acesso de 12 mil pessoas que permaneceram em média 16 minutos navegando pelas páginas da promoção.

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Você pode acompanhar a ação completa nos links abaixos:

Hotsite da Promoção:

http://www.calcadosmississipi.com.br/promocao/

Vídeo-case:

http://www.youtube.com/watch?v=K_wIwCPUk-c

Saiu na mídia:

Consumidor moderno: http://consumidormoderno.uol.com.br/blog/blog-da-redacao/calcados-mississipi-lanca-promocao-de-calcados-no-google-maps/view

Mundo do Marketing: http://www.mundodomarketing.com.br/3,11380,calcados-mississipi-faz-acao-no-google-maps.htm

Vitrine Publicitária: http://www.vitrinepublicitaria.net/noticiasdomercado2.asp?menucodigo=5021&PagAtual=20

Portal da Propaganda: http://www.portaldapropaganda.com.br/portal/index.php?option=com_content&task=view&id=13533&Itemid=50

Promoview: http://promoview.com.br/canais/acao-inovadora-de-web-marketing-no-google-maps/

E rolou muuuito mais!

Nesta semana agitada eu ainda apresentei o case em dois grandes eventos, no Intercon2009 e na faculdade ESPM de Porto Alegre: http://www.adonline.com.br/ad2005/rapidinhas_detalhe.asp?id=23490

Espero que gostem!
Valeu,

Annie

O jovem na cibercultura

novembro12

Pessoal,

Publiquei minha palestra O Jovem na Cibercultura na íntegra, lá no SlideShare:

http://www.slideshare.net/anniepmuller/o-jovem-na-cibercultura

Principais conceitos sobre a palestra realizada, slide by slide:

1. O poder do jovem na mídia

2. Escrevendo para um jovem que não consegue ler

3. O case da Turma do Meet

4. Os 3 ligares de socialização dos adolescentes

5. Os nerds têm voz, valor e são amigos dos populares

6. O case Ficção de Polpa

7. Comunicando entretenimento com relevância

8. O case Calçados Mississipi

9. Adolescente e a adoção do conceito de Fast Fashion

10. O case Harry Potter

10. Kids, Tweens & Teens

11. O adolescente e a teoria do Terceiro Olho

12. Percepção de design: jovens da comunidade X jovens da sociedade

13. O narcisismo através da supervalorização da aparência

14. As novas Pin Ups

15. O case da Pesquisa MTV

16. Diversidade, preconceito e liberdade

Imagem2

Por fim, preciso dizer que a apresentação pode ser resumida, em sua estrutura, em duas partes:

A) A geração espontânea de conteúdo através das minhas observações in loco nas escolas, feiras, livrarias e demais locais de contato direto com o jovem

B) A geração de conteúdo através de pesquisas formas realizadas enquanto pesquisadora da ESPM-RS

Agora, abre ali o link e boa leitura, divirta-se! Afinal, para entender o jovem, antes de tudo precisamos abrir a cabeça. De resto, o jovem é muuuito divertido!

Abraços

Annie

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