Annie Piagetti Müller

Eu leio, tu lês, o adolescente lê…

agosto9

Contradizendo o que facilmente se diz, que o adolescente não lê, criei o manifesto teen chamado Eu Leio. O objetivo é ressaltar o poder leitor de quem, claro, gosta de ler, e apagar a voz dos preguiçosos.

AF Dicas de Leitura 3

A ideia surgiu das minhas visitas às escolas. Sempre começo um encontro com leitores perguntando quem gosta de ler? A reação da galera é quase inexpressiva. Poucos levantam a mão, alguns balançam a cabeça afirmativamente, a maioria desconversa ou ri. Quando faço a pergunta contrária, quem não gosta de ler?, a reação é eufórica e imediata: são vários bracinhos levantados, como que orgulhosos da resposta. Os bons leitores, no entanto, permanecem envergonhados, sem levantar a mão e defenderem a sua intelectualidade. E os não-leitores? Descubro que a maioria deles é, na verdade, daquele tipo em cima do muro. Pois quando provoco a razão de não ler, muitos respondem: eu leio, mas depende o livro.

Claro que sim! Eu gosto de filme, mas depende qual. Eu  gosto de ler, dependendo do livro. Tudo na vida depende de algo. E é a partir desse entendimento que me sinto corajosa para reescrever alguns mitos sobre a leitura na adolescência:

Os adolescentes não gostam de ler > os adolescentes não têm o hábito da leitura

Os adolescentes não gostam de ler > os adolescentes têm receio de parecer nerds admitindo o gosto pela leitura

Os adolescentes não gostam de ler > os adolescentes gostam de ler livros divertidos.

Por fim, destaco essa última frase: é lendo por prazer que se alcança o ler para entender. E depois de um leitor se divertir, ele tem muito mais chances de se tornar um bom leitor para se divertir, rir, chorar, filosofar, refletir… E todos os verbos que um livro pode trazer.

E, quem quiser receber Eu Leio, o Manifesto, é só me mandar um email que eu envio o cartaz virtual ou, se for uma escola, o cartaz impresso também.

Um beijo

Annie

Aventuras da Turma do Meet

agosto2

O primeiro semestre do ano foi de muitas novidades no meu projeto literário. A Turma do Meet e eu corremos por aí com eventos em Feiras do Livro, escolas e livrarias. Estreei a coluna na revista nacional Uma Girl e lancei o manifesto EU LEIO, uma campanha social para levantar a bandeira LER É PRAZER.

Abaixo, segue um breve resumo que quero compartilhar com vocês. E que venha mais em 2010, para todos!

Um beijo

Annie

newsletter junho julho 2010 cÛpia

A nova casa virtual da Thalita Rebouças

julho15

Tive não apenas a oportunidade de conhecer, mas agora também de trabalhar com a queridíssima dos teens Thalita Rebouças, “a escritora mais animada do Brasil”, como é o slogan – mais fiel impossível – da grande Thalita.

Conheci a Thalita em 2005, quando eu publicava A Turma do Meet e ela já contabilizava cerca de 60 mil livros vendidos. Hoje, a autora e apresentadora da Rede Globo tem mais de 500 mil exemplares entre os 10 livros publicados no Brasil e 5 em Portugal. O encontro foi na Saraiva do NY, no Rio: Thalita conversava com adolescentes que perambulavam ansiosos pelas estantes da livraria. Falava, sorria, distribuía autógrafos para novos leitores e encantava-os com seu jeito feliz de ser. Eu, meus 19 anos e o mesmo encanto por ela! Havia 1 mês eu lançara meu primeiro livro e aquele encontro seria o primeiro de muitos momentos de inspiração literária.

Bem, passaram-se 5 anos e cá estou publicando sobre um novo contato, agora também de business, com a querida Thalita Rebouças. A Thalita, jornalista, eu, publicitária. Ela, precisando de um site, eu louca para criar. Resumo da ópera: desenvolvi, junto ao pessoal da agência, o novo site da Thalita Rebouças. Vejam o case resumido abaixo, agora sem firulas emocionais.

A CASA VIRTUAL DA RAINHA TEEN (se a Rainha dos Baixinhos foi a Xuxa, com certeza a Rainha dos Altinhos é a Thalita!).

* O problema: criação de um novo site, mais bonito, mais bacana, atualizado às linguagens digitais de hoje. Mas (e sempre tem um Mas que é o gerador do problema de comunicação), Thalita tinha muito receio de perder o conteúdo em prol da beleza (desejava um e outro, não apenas um ou outro).

* O processo: nada mais original do que começar o processo de web fazendo uso das últimas ferramentas dela mesma, a web: via DM do twitter, Thalita e seu superempresário e supermaridão Cao acreditaram “nimim” e fecharam o projeto do site!

* A solução: um site desenhado arquitetônicamente (uau!) a fim de privilegiar o conteúdo, mas (oba, um Mas de solução!) agregando design e usabilidade, justamente as carências do site antigo.

VEJAM COMO FICOU:

A Home do site apresenta, em primeiro plano, quem a Thalita é e o que faz (as capas dos livros, portanto, logo no topo da página). Palavras do Cao, que tem toda razão: primeiro, ela. É preciso mostrar as tantas coisas que a Thalita faz (e se faz! Não fosse a web faltaria espaço…). E a dupla queria quase todo ele (o conteúdo) na capa. O desafio foi definir qual conteúdo ficaria aberto, logo na Home e qual seria apenas acessado via menu. O menu na esquerda, portanto, é o link direto que facilita o encontro das informações.

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FOTINHOS!!

Se eu arriscasse usar uma comparação do marketing, diria que a Thalita se importa tanto com seus leitores quanto uma marca inteligente deveria se importar com os seus consumidores. Por isso, uma imensa galeria de fotos, espaço para comments e envio de mensagens são alguns aspectos que aumentam a interação com o público leitor (sem falar que a Thalita tem blog, twitter, canal no youtube, facebook…).

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INTEGRAÇÃO DE PLATAFORMAS

A Thalita tem blog, tem twitter, tem canal no youtube, tem isso mais aquilo. Integrar é quase aliviar o sufoco de quem recebe mensagens por tantas mídias o tempo todo. Abaixo, os ícones criados para linkar o site às diversas plataformas do mundo digital.

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LOCAL X GLOBAL

E não é porque a internet é acessada pelos quatro cantos do mundo que sua linguagem precisa ser única. Os 5 títulos portugueses da Thalita provam que uma boa escrita não tem limites, ao exemplo do “Fala, sério!” que virou “Que, cena!” e da campanha social “Ler é Bacana” que se transformou em “Ler é Fixe”. A pedido do Cao e da Thalita, criamos uma página específica para os fãs de língua portuguesa.

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CONTINUA CURIOSO?

Que bom, sinal que deu certo! E deu mesmo: segundo contabilidade da própria Thalita, no primeiro minuto que a autora lançou o site pelo twitter, recebeu mais de 100 comentários aprovando a nova casa virtual. Eu, claro, sou só alegrias! Convencer a maior escritora teen do Brasil a me dar essa oportunidade? Fala, sério, Thalita, foi uma oportunidade bacana demais :)

Divirtam-se: http://www.thalita.com

Um beijo com a promessa de voltar mais seguido,

Annie

Um adolescente verde

junho19

O Yázigi, rede de idiomas onde estudei inglês a vida toda (e que hoje tornou-se meu apoiador cultural), me convidou para escrever algumas palavras em prol da sustentabilidade. É um projeto desafiante: incentivar os adolescentes para a conscientização ambiental. Em poucos caracteres, contei sobre um dos livros que marcou a minha vida e o quanto ele fala de responsabilidade ecológica de forma puramente emocional (e não é bem mais fácil falar de assuntos sérios munido de emoção?). Aí vai:

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Um beijo (verde, claro)

Annie

O jovem na cibercultura

novembro12

Pessoal,

Publiquei minha palestra O Jovem na Cibercultura na íntegra, lá no SlideShare:

http://www.slideshare.net/anniepmuller/o-jovem-na-cibercultura

Principais conceitos sobre a palestra realizada, slide by slide:

1. O poder do jovem na mídia

2. Escrevendo para um jovem que não consegue ler

3. O case da Turma do Meet

4. Os 3 ligares de socialização dos adolescentes

5. Os nerds têm voz, valor e são amigos dos populares

6. O case Ficção de Polpa

7. Comunicando entretenimento com relevância

8. O case Calçados Mississipi

9. Adolescente e a adoção do conceito de Fast Fashion

10. O case Harry Potter

10. Kids, Tweens & Teens

11. O adolescente e a teoria do Terceiro Olho

12. Percepção de design: jovens da comunidade X jovens da sociedade

13. O narcisismo através da supervalorização da aparência

14. As novas Pin Ups

15. O case da Pesquisa MTV

16. Diversidade, preconceito e liberdade

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Por fim, preciso dizer que a apresentação pode ser resumida, em sua estrutura, em duas partes:

A) A geração espontânea de conteúdo através das minhas observações in loco nas escolas, feiras, livrarias e demais locais de contato direto com o jovem

B) A geração de conteúdo através de pesquisas formas realizadas enquanto pesquisadora da ESPM-RS

Agora, abre ali o link e boa leitura, divirta-se! Afinal, para entender o jovem, antes de tudo precisamos abrir a cabeça. De resto, o jovem é muuuito divertido!

Abraços

Annie