O maior desejo de 2012!
Queridos leitores!
Criei um texto que considero muito especial para dizer meu maior desejo a cada um de vocês. E, como escritora, ele não poderia ser resumido em 140 caracteres. As palavras abaixo fluíram como se precisassem ser escritas (e, geralmente, assim saem os melhores textos). Bem, pra dar um gostinho, o texto está depois da imagem… Embora ela não fale por mais do que as minhas mil palavras

O PRESENTE
Chegou a época dos presentes. De dar e receber, de trocar no amigo-secreto. Nos shoppings, aquela correria: o entra e sai das lojas buscando o maior custoXbenefício para agradar pais, maridos, irmãos, tios-avós. Na mente, a curiosidade: e o que eu vou ganhar dos meus amigos-Noéis?
Se observarmos essa correria às lojas num sábado como o de hoje, saberemos o que vamos encontrar: movimentação intensa no bate-bate dos corredores, em que nos chocamos (fisicamente) com pessoas desconhecidas. Encontramos mais de 300 opções de vitrines com produtos de todos os tipos, prateleiras lotadas pelos eletrônicos mais pedidos, centenas de máquinhas Cielo operando mais depressa do que os ajudantes doendes na fábrica de brinquedos,
No noite do Natal (ou nas noites que acontecem antes, nos pré-Natais entre parentes ou amigos), estreamos tudo o que viemos preparando: entregam-se os presentes, abrem-se seus pacotes verde e vermelho, degusta-se suas formas e modos de uso. O climax do prazer do consumo, inevitavelmente prazeroso.
Assim como vem o Natal, ele vai e ficam os papéis coloridos, das marcas que ganhamos no armário da despensa, ficam os presentes no quarto, enquanto alguns deles (como o novo par de Havaianas que o a mamãe de!) são levados para a continuação do clímax: as férias, os quinze dias no paraíso. O maior dos presentes. Banhos de mar infindáveis, jantares em pizzarias, riso e cerveja a la vonté.
Na sua volta, a derradeira realidade terrestre. A rotina, logo no dia dois, nos recebe calorosamente (e sem a brisa do mar).
O final de ano é assim: formado por uma sequencia desenfreada de climax após clímax, como se a nossa vida operasse sempre nos momentos-auge daquele filme de suspense. E a dupla açãoXreação desse período é sintetizada na frase clássica: “Trabalhei tanto… Eu mereço”. E é bom demais, não é mesmo? Pena que não dura para sempre.
Mas existe um momento nada efêmero, no meio de todo esse rito de passagem. Um momento que, embora sua natureza seja passageira, nos convida a vivê-lo, sim, como se durasse para sempre.
Algumas coisas sobre este momento:
> Este momento não deve ser consumido no automático, como crianças que abrem pacotes recebidos em excesso.
> Ele não pode ser esquecido logo que a troca de ano se vai. É um momento para ser lembrado.
> Ele deve ser aberto todos os dias e não abandonado feito presentes que não gostamos de ganhar.
> Quando ele for aberto, deve ser usado em seguida para não perder sua validade (caso não seja preservado em local com luz pode estragar logo, logo).
> Durante o uso, divida este momento com alguém. Fica muito mais saboroso.
> E, por fim, ele não deve ser deixado de lado por hipótese alguma, guardado no armário da mente. Pelo contrário, deve-se senti-lo no coração.
Ele é o presente certo. Não tem erro e não tenha dúvida em comprá-lo. Gaste o quanto precisar para fazê-lo à sua vontade. Invista tempo na sua escolha. É o tempo que dedicar a ele que o fará tão interessante. Diferente dos slogans das marcas que ganhamos, este presente é realmente feito sob medida. É personalizado e pode-se customizá-lo todos os dias. Serve para todos os tamanhos e todos os bolsos. E você pode dá-lo a quem quiser. E deve. Principalmente a você mesmo.
Bem-vindo ao melhor dos presentes. Ele próprio, o agora.
Por uma campanha “Ganhe muitos presentes. Mas vivia o presente”.












